terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Segunda-feira, 01 de fevereiro de 2010

Hoje foi o primeiro dia de curso. Acordei bem cedo, descobri que o café da manhã do hotel nada mais é do que uma bebida de máquina (café, chocolate ou chá) e um pão com manteiga. Tinha também uma meleca amarelada que parecia uma gelatina que ficou muito tempo na calefação, pois estava mole e com alguns pedaços. O chocolate de máquina era ótimo e o pão também, fora a manteiga que lembrava aviação. Mas era só.
Sai para a rua, ainda estava amanhecendo as 8h30.  Andei pela rua até o metrô Bastille, vi pela primeira vez a Bastille, um monumento histórico gigantesco, que fica no centro de uma rotatória e que liga as principais ruas dali.
Entrei para o metro e fui em busca da Carte Orange (um bilhete que você pode andar a vontade pela Zona 1 e 2 por 1 mês, custou €60). Consegui conversar tranquilamente com o atendente do metrô, que me explicou como funciona e o que eu deveria fazer.
Para quem não sabe, o metrô de Paris é uma confusão organizada. São muitas linhas que se encontram em diversas estações e você tem que tentar traçar o melhor roteiro até o seu destino final. As vezes é muito mais prático andar mais 2 quadras e pegar um outro metro que você não tenha que fazer baldeação, pois é bem confuso.
No meu caso, por exemplo, tinha duas opções de metrô, o Ledru-Rolim, que era mais próximo do hotel ou a Bastille que eram 2 quadras a frente e não precisaria fazer baldeação até a estação Telluries, onde é a escola.
O metrô é muito antigo, as estações são bem cuidadas, mas como tudo em Paris (acho que na Europa) tem aquele ar de histórico e antigo. As pessoas dentro do metro sempre estão lendo algum jornal ou livro e são extremamente cheirosas (no bom sentido). Não sei se é verdade, mas ou é boato o francês não tomar banho ou realmente os perfumes franceses são super potentes! Ah, as pessoas também são muito solicitas. Quando vou me dirigir a um francês sempre falo com eles em francês: Bonjour Madame, vous pouvez m´aidee, si vous plâit! E claro, sempre tento manter o diálogo ao máximo só no francês, se eles gostam ou não que a gente fale em inglês, eu falo somente as palavras que realmente não sei.


Sai da estação Telluries e minha primeira visão foi o Jardin Telluries (que dá de fundo para o Mousée Du Louvre)... um jardim lindíssimo coberto de neve. Agora já estava mais claro e descobri que descobrir a escola era mais fácil do que eu imaginava. Havia uma placa enorme com a Rua St Honnore, que descobri ser muito famosa aqui em Paris



A escola fica em um prédio bem antigo (já era de se imaginar). O primeiro procedimento foi uma pequena apresentação da escola (que não me mostraram nada aliás) e um teste de francês. Isso levou a primeira parte, das 9h – 10h. Depois disso fui informada que eles iriam corrigir e que as 10h50 eu deveria estar na recepção que a professora iria me chamar para o segundo período.
Dito e feito, fui chamada. Estava em uma sala com dois brasileiros, uma menina de Belo Horizonte e um menino de Brasília. Tinha também uma venezuelana bem engraçada, que disse que me conhecia de algum lugar, sera que estive aqui em épocas passadas?) e uma outra chinesa, super gente boa, mais velha, e que quando ela fala em francês só a professora entende. A professora é uma típica francesa, uma senhora de uns 50 anos, muito simpática e sorridente, que adora nos ajudar nas mais diversas situações. (Amanhã irei perguntar sobre um aeroporto chamado Beauvais, que vou pegar um avião para Roma, pois aqui no hostel ninguém conhece – ai que medo).
A aula foi muito boa e dinâmica, mas não me disseram qual é o nível e quer saber, não me importo. Acho que o que realmente aprendi de francês estava naquele teste, pois estudei muito pouco no mês de janeiro e quase não consegui rever alguns tópicos importantes para começar este curso. O que na real, me deixa a opção de que eu realmente sabia o que eu fiz no teste. Voltando a aula, ela é bem parecida com as aulas de francês do Brasil, pelo menos a do início do curso, quando meu professor era o Pierre, pois tudo era falado em francês o tempo todo.
Terminamos os estudos as 12h40 e fomos almoçar, os brasileiros e eu. Fomos em um fast food (poisé) de massa chamado Nooi. Comi um fusilli muito bom com queijo e azeitona, uma bebida e um fromagie avec fambroise (ou seja, yogurte de framboesa)... delicioso, azedinho... Gostei.
A brasileira comentou que iria para a Gallerie Lafayette para comprar um óculos de sol, então aproveitei e me convidei para ir com ela, assim já conhecia um ponto que gostaria muito de ir. Rumamos para a Gallerie.  Mas antes, fomos a pé até o correio (La Poste) para ela enviar um cartão postal e passamos em frente a Ópera. Maravilhoso! Um prédio tão cheio de detalhes que nós até nos perdemos em ficar olhando tudo ao mesmo tempo.
Chegamos a Gallerie Lafayette. Com uma saída diretamente do subsolo do metrô. Linda! Outro prédio espetacular com um teto pintado e com colunas douradas que parecem ouro. A Gallerie Lafayette nada mais é do que um shopping francês. Francês porque as lojas não tem separação, não tem parede. São muitos andares de muitos  stands e os expositores são os mais variados: Gucci, Dior, Channel, Dolce & Gabanna, Givenchy, Lâncome, Yves Saint Laurent, Prada, Louis Vuitton, entre outros famosos.


Tudo ainda estava em liquidação, mas o preço em euro é tão exorbitando convertido, mesmo na liquidação! Mas foi ótimo para olhar, passear, viver um pouquinho da vida do francês fazendo compras. Eu reparei que os franceses são assim: ou muito bem vestidos e arrumados, ou muito bregas! Não tem meio-termo, e assim eu me senti uma gringa no meio deles. E claro, tudo muito clássico, variações de preto e cinza que nunca imaginei existir!
Após andar a tarde toda e boa parte do soir (final da tarde) voltei embora. Como estava na saga do secador de cabelo queimado, parei na Monoprix, que é um mercado muito baratinho e achei um secador de 1500W (testado agora de pouco) por €20! Nem convertendo ficava caro! Ainda bem... amanhã vou dar uma boa olhada neste mercado, e o melhor... a 1 quadra do hostel.
Bon, ce tout! À demain!

2 comentários:

Gabitus disse...

Ahhh, Mel!!

Que lindo!!

Que chique!!

Que bacana!!!

Escreve mais?? Escreve???

Vou ficar imaginando tudo isso, até você voltar e me mostrar cada foto!!

Te amo, querida!!

Beijos!!

Nádia Mara disse...

OH mon Dieu!
Não sairei daqui!
kkkkkkkkkkkk