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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sábado, 13 de fevereiro de 2010

Acordamos bem cedo e já saímos para aproveitar bem o dia. O dia amanheceu com sol e ele se manteve por todo o tempo! Foi ótimo, pois não passamos tanto frio! Fomos para a estação Termini para comprar o ticket do ônibus do Tiago para o aeroporto e descobrimos que tínhamos comprado um diferente do meu. E vai a gente correndo tentar vender o meu bilhete para tentar comprar um outro igual ao do Tiago (que era mais barato). Acabamos encontrando uma italiana simpática (e olha que coisa rara hein) e ela comprou da gente. 


Depois de todo esse vuco-vuco começamos o passeio do dia.
Rumo ao Vaticano, partimos da estação Termini a pé e passamos pela Piazza Sta Maria Maggiore, por igrejas maravilhosas que ficavam escondidinhas entre ruas e prédios até chegarmos ao Panteon. Ele é o único edifício da época Greco-romana que conseguiu se manter em bom estado de conservação. Primeiro era dedicado aos deuses do panteão romano e desde o século 7, como templo cristão. é utilizado como última morada de personalidades italianas ilustres, como o pintor Rafael, de dois reis de Itália: Vítor Emanuel II e Humberto I, e sua mulher Margarida I.

Chegamos até a Ponte Sant´Angelo e ao Castelo Sant´Angelo. Criado pelo imperador Adriano, este castelo servia como mausoléu pessoal e familiar. Em pouco tempo, sua função foi trocada para ser utilizada como edifício militar. Lá funciona um museu, que infelizmente não fomos visitar por falta de tempo.

Por fim, chegamos à Basílica de Saint Pietro e ao Vaticano. Primeiro fomos conhecer a Basílica, vimos várias estátuas de ex-papas e também um monumento bem ao centro do túmulo do fundador da Igreja católica, Pedro. Descemos para uma sala subterrânea que tinha os túmulos de todos os papas, claro, que onde todas as pessoas paravam e rezavam era o do João Paulo II, o papa do nosso tempo.

Saímos da Basílica e fomos ao Museu do Vaticano. Íamos subir até o domo da Basílica, mas mais uma vez fiz a relação custo x andares que tenho que subir e achamos melhor ficamos com os 7km de extensão do Museu mesmo.

Dentro do museu, passamos por diversas exposições: Egito, Grécia, arte sacra moderna, coleção de tapetes, pinturas de cartas de navegação. Vi até uma múmia de verdade! O Museu parece um palácio de tão luxuoso. Muitas pinturas nos tetos, muita decoração. Em uma sala, escondido, encontramos o Pensador...

E chegamos até a Capela Sistina, a atração mais esperada por todos. Até foto proibida teve direito (único lugar no museu que não podia fotografar e os seguranças ficavam em cima mesmo). É o lugar mais delicioso que eu já fiquei (e olha que tinha muita gente e os seguranças não eram educados), sabe aquele lugar que você senta e se sente confortável? 

Ficamos 40 minutos em cada uma das laterais para observar as pinturas no teto e nas 
paredes. São belíssimas. Em um primeiro momento, você não se encanta, mas depois, não tem como não adorar.

Saímos do Vaticano e já era noite. Subimos caminhando até a Piazza Navona, que é uma praça onde se concentra uma feirinha e um monte de restaurantes. Paramos em um mais charmosinho e com preços mais acessíveis. Hoje seria o dia da pizza! Pedimos um vinho da casa (que estava gelado por era “meio” espumante) e uma pizza de margherita e outra com champignon e alcachofra. Massa fininha, crocante, com molho de tomate mesmo fazendo a cama para o recheio. Muito gostosa... mas posso dizer? As pizzas de Sampa são BEMMMM  melhores!

Resolvemos subir a pé pois ainda era cedo e queríamos ver alguns pontos de noite. Tive que parar para tomar um sorvete (Gellati) típico italiano que é SENSACIONAL! Tomei uma bola de chocolate (muito melhor que os nossos, aliás, todo chocolate aqui na Europa são muito melhores que os brasileiros) e outra de canela! Poisé, sorvete de canela! Delicioso! E acredita q meu frio passou depois de tomar sorvete? Não me pergunte por quê... mas se alguém souber a resposta, eu aceito!

Passamos pela Fontana de Trevi novamente e pela Piazza Quattre Fontane e fomos para o hostel, pois tínhamos que acordar as 4h da matina para irmos pro aeroporto!

Muitos beijos italianos!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nosso vôo (meu e do Ti) saía bem cedinho das nossas respectivas cidades. E deveríamos chegar por volta da hora do almoço em Roma para conseguirmos aproveitar muito a sexta. Infelizmente estava tendo uma tempestade de neve (como minha mãe sempre diz: gente chique é outra coisa né). O meu vôo deveria pousar as 11h45, acabou pousando só as 12h30, pois estávamos esperando a pista estar seguro para poder (uia, que medinho!).

Quando desembarquei e, pra variar, não vi o Tiago me esperando (ele deveria chegar algum tempinho antes), já fui correndo dar uma olhadinha na tela de chegadas, e pra variar mais uma vez, aconteceu uma coisa inédita, o vôo dele tinha sido transferido pra OUTRO aeroporto! Hahahahaha.., só rindo mesmo. Fui até o balcão de informação (que estava um vuco-vuco de gente, pois 2 vôos tinham sido cancelados) pra ver se os passageiros seriam levados até lá (o que é o normal de se fazer) ou se seria cada um por si. E o que esperar das cias low cost – low fare que se não, TVN! Te vira negão! (fomos de Ryanair)

O aeroporto de Ciampino é bem precário, ele só opera vôos nacionais e cias LC-LF, então imagina o nível! Tinha UMA cabininha de internet no saguão todo e tinha uma fila gigantesca! Não dava pra ficar ali esperando a vida passar, então pensei, se o aeroporto (que seria o primeiro ponto de encontro) não deu certo, o próximo ponto é o hostel! Fui pro hostel.

Chegando lá, nada do Tiago! Entrei na internet e ele havia me mandado um e-mail dizendo que estava vindo para a estação Termini (que foi a mesma estação que eu cheguei e que era do ladinho do hostel) e que depois iria me encontrar no aeroporto! Ain Jesus cristinho... começaram as minhas rezas para que o Ti quando chegasse em Termini tivesse a boa idéia de checar o e-mail dele com a minha resposta de VEM PRO HOSTEL antes de pegar a navette pro outro aeroporto! E não é que foi isso mesmo que ele fez? Encontramos-nos depois de 1/2h que eu havia chego!

Bora sair pra passear!!! Resolvemos fazer tudo a pé e se mais tarde víssemos que iríamos precisar comprar o Open-transporte de Roma, compraríamos. Mas não precisou. Roma é muito pequena, fizemos tudo a pé (ou quase tudo). Resolvemos descer pela Avenida XX Settembre, onde passamos pela Piazza Quattro Fontane, que é uma esquina com 4 fontes, uma em cada esquina do cruzamento. Depois chegamos até a Piazza Quirinale e ao prédio Quirinale (também), que é a sede oficial da presidência italiana.

Continuamos caminhando e chegamos à famosa Fontana de Trevi, onde você deve jogar uma moeda de costas na Fontana e desejar voltar para Roma! Muito linda a Fontana, tanto de dia como de noite! Descendo rumo ao Coliseu, passamos pelo Monumento a Vittorio Emanuele II , que situado na Piazza Venezia, homenageia o primeiro rei italiano.

Em direção ao Coliseu (já o vendo ao fundo) passamos pelo Palatino, que ruínas de onde Roma foi fundada em 753ac e claro, o Coliseu! Lindo, majestoso, símbolo do império romano, era cenário da política do pão e circo abrigando até 50 mil pessoas. Era utilizado para uma série de espetáculos, entre eles as lutas de gladiadores e também aqueles famosos massacres de cristãos lutando contra leões. Infelizmente não conseguimos entrar no Coliseu devido a neve e o atraso dos vôos, quando conseguimos chegar até ele, já estava fechado... =(

Saímos do Coliseu e passamos pelo Arco di Constantino, rumo ao Circo Massimo, arena usada para entretenimento e abrigava 385 mil pessoas e as também conhecidas corridas de bigas (carro de duas rodas, puxado por 2 cavalos – é só pensar no símbolo do romano).
Como já estava escuro e já tínhamos batido muita perna, resolvemos ir em Trastevere, que é um bairro cheinho de cantinas italianas para jantarmos e bebermos um bom vinho! Escolhemos uma cantina indicada por um italiano, dono de uma loja. O atendimento péssimo, a comida e o vinho maravilhosos. Tivemos que engolir seco.

Pedimos uma entrada de brusquetta, que nada mais era do que uma fatia de pão italiano bem durinho, com azeite de oliva, tomates fresquíssimos e folhas de rúculo (não amarga) + primeiro prato, um spaguetti, o meu com bacon e um molhinho de ovos muito suave, e o do Tiago com um molho de tomate MESMO e bacon também! Segundo prato veio dois tipos de presunto, um eu tinha certeza que era o de Parma o outro eu não consegui descobrir, mas parecia muito com um filé de peito de frango, só que com gostinho de presunto. De sobremesa veio um pudim italiano, sensacional, que parecia um chandelle de baunilha, com calda de chocolate e açúcar em cima, que eu nem sei explicar o quanto aquilo foi bom! Fora o vinho, que era da casa, e estava semi-seco, do jeitinho que eu gosto. E o melhor de tudo: 26€ para os dois!

Tínhamos a noção de que estávamos muito longe do hostel e de que havíamos bebido vinho demais, caminhado demais e estávamos cansados demais (além de já ser 10h da noite) e tentamos pegar um ônibus até o Termini para chegarmos um pouquinho mais perto de casa. Parlando moilto italiano (*detalhe q eu não sei NADICA de italino, quanto mais escrever! A única coisa que eu fazia era falar Ciao, Buongiorno e Quanto costa – o que é muito importante! Ah claro, e balançar a mão pra falar, mas isso já tá no sangue) Voltando, falando um poquinho de italino aportuguesado, conseguimos pegar uma informação de que deveríamos pegar um trenzinho e depois um ônibus para subir até o Termini. Detalhe, nós tínhamos que entrar no trezinho, jogar um moedinha e pegar um ticket que valeria pra utilizar o transporte por 75 min. Ou seja, nós éramos 1 casal de namorados = 1 real... hahahaha. Acho q foi o vinho!

Buonasera!!!!