Olá queridos,
Sei que já passou o prazo e deveria ter escrito sobre isso a algum tempo, mas infelizmente a última semana em Paris foi bem tumultuada, com direito a despedidas, muitas compras e aproveitar tudo ao máximo.
No primeiro dia da última semana, fui ao Museu do Chocolate. Lá contava como o chocolate foi descoberto, como era preparado inicialmente (sabia que a bebida do chocolate veio antes da barra?), as louças que eram utlizadas para tomar o chocolate, peças de fábricas, formas, cartazes da época, embalagens e claro, várias esculturas fabricadas com chocolate. Acreditem ou não, dentro do museu tinha um fonte de chocolate! Só que não estava ligada =((((
Depois de saber um pouquinho da história do chocolate, fui assistir a uma aula demonstrativa de como são preparados os bombons e claro, no final, degustar! Sabe o que é uma casquinha de chocolate com recheio de Nutella? Hummmmmmmmm... era esse o bombom!
Na última semana, andei muito pela Champs-Elysée (acho que passei por lá todos os dias), fiz todas as compras possíveis em uma loja chamada Yves Rocher, uma loja de cosméticos, que vende sabonetes em barra, líquidos, hidratante, shampoo, condicionador, tudo de marca própria. Usei muito os sabonetes desta marca enquanto estive aqui. São ótimos! Passei pela Sephora mais uma vez, cheirei todos os perfumes que tinha direito (devia ter comprado lá, pois quando passei pelo Free Shop, os perfumes que eu queria nem tinha chegado ainda por lá... resumo da ópera, fiquei sem). Comprei tudo que já estava ensaiando para comprar. Sem citar todas as ópticas que eu andarilhei atrás de óculos pra minha mãe...
Descobri também que pertinho do Centre Pompidou existem vários brechós sensacionais e que os franceses usam muito mesmo para comprar, mas não tive muita paciência de ficar procurando algo que serviria pra mim além de conseguir usar os estilos aqui no Brasil depois. Por ali também descobri a José Paulino / 25 de março deles, pois entramos em várias lojas baratíssimas que só podiam vender para lojistas.
Fui também a uma peça de teatro chamada "Como se tornar parisiense em uma hora", uma peça em inglês e francês onde uma francês engraçadíssimo ensina em 10 lições alguns costumes dos parisienses. Não poderia ter vindo em época melhor, poder perceber todas as manias e costumes dos parisienses no metrô, na rua, comprando... amei!
Descobri no último dia a melhor patisserie de Paris, chamada Angelina, ficava pertinho do Jardin de Tuilleries, Musée du Louvre e claro, da escola. Comi os melhores macarronis, e aproveitei para comprar um caixinha para a mamis.
Uma delícia andar por Paris, descobrir mais um pouquinho, se despedir...
E pra finalizar, let´s go to London by EUROSTAR! Uma viagem deliciosa e rápida (2h20) entre as duas principais capitais da Europa babe! Je suis très chic!...
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quinta-feira, 25 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Último dia do Ti em Paris, fomos para Versailles. O dia estava meio nublado, mas tudo bem, no inverno não veríamos muita coisa no jardim mesmo. A viagem até Versailles é bem comprida, tem que pegar um trem em alguma estação de metrô e demora cerca de 40 minutos até chegar no bairro. O bairro próximo ao Palácio é lindíssimo, bem tradicional, com casinhas fofinhas.
Este palácio foi construído por Louis XIV no ano de 1664 para abrigar toda a família real. Consistia em diversos cômodos (pois o palácio é enorme) onde a família dava bailes, estudava, dormia, tinham reuniões e também passeavam. A visita no palácio é com audio-guide (vocês verão nas fotos a gente com um fone de ouvido ridículo e por isso a visita se torna muito mais interessante.
Conforme você vai passando pelos cômodos da casa, existe uma explicação do que acontecia naquela sala, de porquê foram pintadas aquelas figuras e até porque aquele cômodo se encontra naquela direção do Palácio. É muito bom mesmo! Juntando a Conciergerie, Louvre e Versailles , eu praticamente recriei toda essa época na minha cabeça e tudo começou a fazer um pouco mais de sentido.
Mas Versailles não é só o Palácio. Tem ainda um jardim maravilhoso e gigantesco no fundo dele, com lagos, fontes, estátuas, lindíssimo! Hoje muitas pessoas freqüentam os jardins para correr, caminhar, brincar com as crianças... No final do Jardim, ainda existe 3 mini-palácios que eram usados por Maria Antonieta e Louis XVI para terem um pouco mais de privacidade e deixar um pouco de lado toda aquela obrigação de Rei e Rainha. Vocês sabiam que quando um herdeiro ia nascer, tinha que ter a presença do povo para realmente comprovarem de que aquele herdeiro era legítimo? (ou pelo menos legítimo da rainha né? Pois a gente sabe que Maria Antonieta era muito da safadinha).
Dentro do Palácio, o que tem de mais impressionante, além dos aposentos reais, é a Chapelle Royale, que é uma linda capela onde a família real celebrava missas. Galerie des Glaces, ou sala dos espelhos, que consiste em uma sala comprida que de um lado estão as janelas e logo em frente, espelho, para refletir o jardim na parede inversa. Foi lá que foi assinado o Tratado de Versailles.
Adorei o passeio e acho que vale muito a pena, mas deve valer mais a pena ainda na primavera e no verão, pois o Jardim deve ficar lindíssimo! E tem que passar o dia, chegar bem cedo e ir embora só no finalzinho da tarde. Em Versailles há diversos locais para comer e tomar um café, então nem precisa se preocupar em levar um lanchinho. Se der, vá de tênis e faça uma caminhada pelos jardins no final (se ainda agüentar).
Depois deste passeio maravilhoso e do final de semana sensacional, pegamos o trem de volta para Paris. Eu voltei para a casa e o Ti já foi direto para o aeroporto no final da tarde!
Um bisou e à demain!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Acordamos bem cedinho e já partimos para a caminhada longa que seria o nosso dia! Passamos primeiro na Catedral de Notre-Dame, pois o Ti queria muito conhecê-la e depois partimos para o Louvre. Não sem antes mostrar o Rio Sena durante o dia e aproveitar pra comer um crepe delicioso de Nutella, afinal, se está em Paris, tem que comer um crepe de Nutella!
Chegamos ao Louvre e descobrimos que ele era grande demais pra gente. Tentamos escolher algumas galerias pra conhecer que mais nos interessava, mas devo dizer que foi meio complicado seguir alguma lógica dentro daquele Museu, quando você vê, já está em outro lugar.
Vocês sabiam que antes de mais nada o Louvre era um Palácio? Sim, construído pelo rei Charles V, que foi o primeiro a vir morar nele. Tem uma exposição no subsolo (que encontramos sem querer, vou ser sincera) que tem as paredes do antigo Louvre e a maquete de como era o palácio antes de ser construído o museu. O Palácio foi transformado somente na época de Napoleão e aberto ao público, mas até ai, já havia um acervo gigantesco dentro dele.
Acabamos vendo as principais obras do museu do Louvre: A Monalisa, Venus de Milo, os apartamentos de Napoleão, a coroa de Louis XV, Vitória de Samotrácia, o Escravo Moribundo de Michelangelo, o Gladiador de Borghèse e a estátua de Ramsés II.
Adoramos. Passamos umas 5 horas descobrindo (ou pelo menos tentando) descobrir tudo do Louvre, mas devo confessar que foi difícil. Depois de tantos dias e depois de tantos museus visitados, o ritmo não é o mesmo. E o Louvre foi pra fechar com chave de ouro (acho que fico um bom tempo sem voltar a nenhum museu!).
Fomos para a Torre Eiffel, hoje era o grande dia de subirmos na torre e vermos o que todo mundo tanto fala! Chegamos no Trocadeiro, que é o local onde todo mundo vai pra tirar foto com ela, é o melhor lugar mesmo, além de ser lindíssimo. Descemos até a Torre e fomos ver primeiro de tudo mais informações sobre o passeio de barco pelo Sena. Compramos o ticket e fomos enfrentar a fila do ticket da Torre.
Que a torre é linda, isso todo mundo sabe. Que vista são lindas, também. Compramos o ticket para subir até o terceiro andar, o primeiro andar tem o restaurante, o segundo tem uma plataforma aberta e o terceiro, que fica lá na pontinha de cima, tem uma plataforma fechada.
Enfrentamos uma fila do cão, tanto pra comprar o ticket, quanto em todos os elevadores (do segundo para o terceiro troca de elevador) e aproveitamos muito só no segundo andar. A vista é linda. Subimos no finalzinho da tarde, então pegamos o sol todinho rosado e depois tudo escurinho e as luzes da cidade acesas. Mas aproveitamos mesmo no segundo andar. O terceiro além de ser todinho fechado, ainda reflete quando você bate foto. O legal do terceiro andar é que tem umas plaquinhas indicando pra que lado está situado as principais capitais e a quantos km está da Torre (mas nada que uma boa noção de norte-sul não faça) e o ruim é: pensa num lugar fechado, no final da tarde com um monte de gente, contando claro, que algumas não tomam banho regularmente? Imaginou? Poisé...
Minha dica: Suba na Torre sim, de preferência durante a semana e no final da tarde, mas não vá até o terceiro andar. Além de ir até o segundo ser mais barato, a vista é muito parecida e não se aproveita muito de lá de cima.
Depois de descermos da Torre, fomos comer algo antes do passeio de barco e aproveitamos pra já estar ali pertinho e optamos em comer no Café Sena, que é um restaurante que fica logo ali no Sena, do lado do barquinho. Uma porcaria! Como, por todos os anjos, uma pessoa tem um restaurante em um local super público, onde a culinária é super tradicional e famosa, e tem coragem de servir uma comida daquelas? Fria, sem gosto... e quando fui reclamar pra garçonete, ela me mostrou o microondas no salão do restaurante! Aquilo é uma afronta pros franceses! Ainda bem que o vinho que escolhemos para o passeio de barco foi certo. Mas também, aqui na França, qualquer vinho de 3€ é delicioso!
Engolimos literalmente a comida (mas só porque foi paga em euro) e fomos correndo pro barco! Uma delícia! Façam o passeio! Nós ficamos do lado de fora, mesmo com o frio (que no final, achávamos que ia ser bem maior) e foi maravilhoso! O barco sai da Torre Eiffel, passa pelo Les Invalides, Segue para o Musée D´Orsay, pela Catedral de Notre-Dame, pela Ponte Alexandre III até a Biblioteca Nacional da França. Na volta, passa pelo Hôtel de Ville, La Conciergerie, O Louvre, Place de La Concorde e o Grand Palais, voltando para a Torre. O passeio dura 1h e é traduzido em vários idiomas, mas como eu já conhecia a maioria dos lugares, fui mostrando para o Ti tomando um vinhozinho... Uma ótima guia! Hehehehe
Subimos o Trocadero e corremos de frio para o metro e para o Hotel, pois o dia seguinte seria ainda mais intenso!
Au revoir!!!
Sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
É hoje que o Ti chega! Que delícia! Estou super ansiosa pois farei alguns passeios que estou doida pra fazer e que deixei pra ir com ele! Adoro!
Bom, pra começar, hoje foi despedida de dois queridos da sala, uma mineira e um brasiliense, então fomos os 3 almoçar em um restaurante estilosinho ali pertinho da escola (um entre tantos). Comi uma entrada de salada verde (na salada verde deles, vem aquela alface – que nem sei se é alface – com algumas partes roxas, Gabi, como chama? Eu adoro), tomatinhos cereja e um retângulo de queijo mozzarela derretido por dentro e tostadinho por fora. Mais uma vez o tempero da salada foi uma incógnita, já que tinha gostinho de azeite, erva e claro, noz moscada. Sensacional! Como estava meio gripadinha, resolvi pedir um bifão pra calibrar minhas proteínas! O bife estava gostando, mas nada demais... e veio acompanhado com batatinhas fritas (que as do Mac são bem melhores hehehehehe).
Depois disso, comecei a fazer umas compras, primeiro de encomendas e depois de algumas encomendas, que não vem ao caso. Fui pra casa tomar um banho e parti de mala e cuia para o Hotel que ia ficar com o Ti. Na casa de família que estou, não pode receber visitas. =(((
O hotel ficava na estação Marcel Sembat, bem no finalzinho da linha 9. É longe, mas pro que íamos fazer na nossa programação, ele ficava bem viável, pois estava próximo a maioria das linhas. Dessa vez não ficamos em um Hostel e sim em um hotel 2 estrelas, pois acreditem, era mais barato que qualquer hostel aqui em Paris. Antes que me perguntem, o Bastille não tinha mais vaga, além do que o quarto duplo vem com beliche e NINGUÉM MERECE! Era muito bom, cama boa, wifi gratuito, TV a cabo (adoro assistir desenhos em francês, eles são bem inteligíveis), só não tinha café da manhã incluso mas eles oferecem pela modesta quantia de 8€ e o banheiro (que era dentro do quarto) parecia banheiro de navio! (caso não saibam, googleiem, svp!).
O Ti acabou chegando lá pelas 7h30 e nosso roteiro da noite era Champs-Elysée, Arc Du Triomphe, circuito Pont Alexandre III, Petit e Grand Palais e finalmente, Place de La Concorde.
Descemos na estação Franklin Roosevelt (que era a mesma linha da estação do hotel) e saímos no meio da Champs, onde começam as lojas. Andamos do lado direito em direção ao Arco do Triunfo olhando as lojas. Fomos até o Arco, tiramos fotos de todos os ângulos possíveis e consegui ver a Torre. No dia que fui ao Arco durante o dia, não consegui ver a Torre, pois estava muito nublado, mas essa noite estava super nítida. Voltamos caminhando pelo lado esquerdo da Champs, olhando as lojas maravilhosas, que a esta altura, já estavam fechadas.
Paramos em um restaurante muito bem recomendado pelo pessoal da escola, que fica na Champs mesmo, chamado Pizza Pino. É um restaurante italiano e por incrível que pareça, é o que mais tem na avenida mais francesa da França toda! Hahaha Comemos um bife a parmegiana, com camada extra de queijo e de berinjela por cima, acompanhado de um spaguetti ao molho sugo (de tomate mesmo) e um vinho semi-seco. O que pra mim é o melhor e são os vinhos que mais tem por aqui!
Depois de manger beaucoup, continuamos a nossa caminha, agora em direção oposta ao Arco para ir até a Pont Alexandre III, para vermos o Rio Sena e termos outra visão da Torre a noite. Tudo maravilhoso. Depois de passarmos em frente ao Petit e ao Grand Palais iluminados, vermos a ponta também iluminada e claro, o Hôtel des Invalides ao fundo (tão iluminado quanto), vimos a Torre. E qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que, por ser 11h, ela iria piscar? Poisé, a cada hora, a Torre Eiffel pisca.
Continuamos seguindo até a Place de La Concorde e a entrada do Jardin Du Tuilleries (Louvre) que já estava fechado. A vista da Torre ainda nos seguia ao fundo... Um início de final de semana muito gostoso e romântico...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Quinta-feira, 18 de fevereiro 2009
Hoje fui até a Conciergerie. Chegando lá, onde existe um bilhete casado para a Saint-Chapelle (que ainda irei), a espera estava de 1h. Então resolvi ir somente à Conciergerie mesmo e outro dia voltar. Por sorte, ao entrar, tinha uma visita guiada as 15h (que duraria mais ou menos 1h) e arrisquei acompanhar, mesmo sendo em francês. Conseguia entender somente algumas partes, pois além da guia não ter um microfone, ainda tinha mais umas 30 pessoas comigo se amontoando em volta da coitada (será que estudante de francês não tem preferência pra ficar na frente? RS).
Os detentos que tivessem comparecido perante o Tribunal que acontecia no Palácio de Justiça de Paris, adjacente à Conciergerie, e tivessem sido condenados à morte não eram trazidos de volta para suas celas. Eram imediatamente separados dos outros prisioneiros e conduzidos, os homens para o anexo traseiro ao prédio, as mulheres para pequenas células situadas no corredor central. Assim que o carrasco e seus ajudantes chegavam, todos eram reagrupados em um vestíbulo batizado como "sala de toalete" para serem despojados de seus pertences pessoais, terem seus cabelos cortados e serem amarrados. Enquadrados por policiais, os condenados - algumas vezes às dezenas - atravessavam a sala do guichê e ganhavam o Pátio de Maio, que dava para a Rua de la Barillerie. Era lá que os detentos aguardavam as carroças que os conduziria até a guilhotina.
A Conciergerie originalmente era a casa da família real até o século 14, após este período, a monarquia francesa mudou-se para o Palácio do Louvre (onde hoje é o Museu do Louvre) e o prédio foi transformado em prisão temporária onde geralmente os presos permaneciam lá por no máximo 1 semana esperando julgamento e por sua vez, para serem guilhotinados. Foi durante a Revolução que o local se tornou mais popular e teve seu tempos de terror por ter passado mais de 2 mil presos da Revolução a espera da guilhotina.
Em 1793, o Tribunal Revolucionário instalou-se no primeiro andar do prédio, na antiga grande sala do Parlamento de Paris. A partir daí, todos os prisioneiros detidos nas diferentes prisões de Paris, assim como em algumas prisões das províncias, e que deveriam comparecer perante o tribunal, foram progressivamente transferidos para a Conciergerie. Seu número não parou de aumentar, sobretudo após a votação da "Lei dos Suspeitos", em 17 de setembro.
Os detentos que tivessem comparecido perante o Tribunal que acontecia no Palácio de Justiça de Paris, adjacente à Conciergerie, e tivessem sido condenados à morte não eram trazidos de volta para suas celas. Eram imediatamente separados dos outros prisioneiros e conduzidos, os homens para o anexo traseiro ao prédio, as mulheres para pequenas células situadas no corredor central. Assim que o carrasco e seus ajudantes chegavam, todos eram reagrupados em um vestíbulo batizado como "sala de toalete" para serem despojados de seus pertences pessoais, terem seus cabelos cortados e serem amarrados. Enquadrados por policiais, os condenados - algumas vezes às dezenas - atravessavam a sala do guichê e ganhavam o Pátio de Maio, que dava para a Rua de la Barillerie. Era lá que os detentos aguardavam as carroças que os conduziria até a guilhotina.
Por ali passaram grandes nomes da história da França: Ravaillac, o assassino do Rei Henri IV foi ali torturado. Danton e Robespierre, revolucionários. Luis XVI não chegou a ficar preso no local e foi direto condenado, acusado de traição, a guilhotina no dia 21 de janeiro de 1793. Já sua esposa, Maria Antonieta permaneceu presa por quase 2 meses (única exceção) e depois também condenada.
Atribui-se, à Maria Antonieta, uma famosa frase: "Se não têm pão, que comam brioches", que teria sido proferida a uma de suas camareiras certa vez que um grupo de pobres foi ao palácio pedir pão para comer. Maria Antonieta foi condenada à morte e foi guilhotinada no dia 16 de outubro de 1793, em Paris, na praça, hoje denominada, "Place de La Concorde". Dentro da Conciergerie, um monumento erigido por Luis XVII lembra o local onde se situou a cela final de Maria Antonieta, marcada pelas cores do luto real e os símbolos da dinastia Bourbon, onde, na parede, encontram-se escritos os nomes dos três mártires reais , Luis XVI , Maria Antonieta , e Madame Isabel . Há também a transcrição de um trecho do testamento de Maria Antonieta , no qual ela lembra, aos filhos, o que disse seu esposo Luis XVI, sobre perdoar a todos pelo mal que fizeram à sua família.
Adorei o passeio e pretendo voltar em um dia bem ensolarado para conhecer a Saint-Chapelle e também o Palácio da Justiça (onde só pude ser a entrada).
PS: Eu sei que estou um pouquinho atrasada nos posts, mas c´est La vie hein! Bisouuuu
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Domingo, 14 de fevereiro de 2010
Chegamos cedinho ao aeroporto de Roma (desta vez sim o Ciampino, os dois juntos) para pegarmos o vôo, o meu saía às 7h e o do Ti só às 10h. Correu tudo bem comigo, acabei chegando em Paris as 11h (em casa) e com o resto do dia pra aproveitar, que apesar de estar -6 graus, estava um sol maravilhoso no céu.
Como o medo do sol não aparecer mais (já tinha se passado 2 semanas e nada de ver o sol), aproveitei para conhecer o Jardim de Luxemburgo. Este jardim tem 25 hectares e é bem tradicional, circundando o Palácio de Luxemburgo. Logo que entrei já vi a lateral do Palácio a minha direito e a Fontana de Médicis à minha esquerda. Ela é linda, muito grande e os pássaros adoram tomar banho lá, mesmo com metade da água congelada e a outra metade quase!
O Jardim é repleto de estátuas, a sua maioria construída durante o século 9. Tem também um monumento em homenagem ao pintor Eugène Delacroix. As árvores estavam todas desfolhadas, bem com carinha de inverno, muitas partes do jardim estavam com neve, mas o dia de sol fez com que os parisienses aproveitassem o dia para esquentar os ossos.
Além de inúmeras cadeiras e bancos espalhados por todo o jardim, tem também um playground para crianças, um espaço de café (que devia estar fechado por causa do inverno), coreto e quadras de tênis.
Uma atração que estava tendo no Jardim e que, por sorte minha, era o último dia, era uma exposição de 150 anos do orquidário do Jardim de Luxemburgo. Poisé, o Jardim tem um orquidário que completou 150 anos e com mudinhas da mesma idade também.
Demorei em torno de 40 minutos na fila, mas valeu muito à pena. Depois de conhecer o parque todo, entrar naquele ambiente cheiroso e tão cheio de flores pequenas e delicadas foi sensacional. Ver plantas de 1890, 1920 e ver que elas ainda dão flores maravilhosas, não tem preço!
Depois de tudo isso, já eram 4h e eu estava morta de fome e também de cansaço, pois tinha acordado as 4h pra pegar o vôo. Voltei para a casa e qual a minha surpresa em descobrir que o Monoprix (mercado) fechava de domingo a tarde? Tive que apelar para o Mc Donald´s e pasmem, comi um lanche no Mc francês! Sim, era o hambúrguer normal só que com o pão típico francês , uma delícia! Hahahahaha
E foi só, de noite separei minhas roupas para a Madame lavar, arrumei as coisas que estavam na mala e descansei bastante!
beijoooooo
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Quinta, 11 de fevereiro de 2010
Hoje o frio estava mais intenso. Eu já comentei que calça jeans é a pior coisa no frio? Eu sinto menos frio quando saio de legging (claro que com uma meia calça por baixo) ou com 2 meias-calças e saia do que quando saio de calça jeans. Bom, hoje foi o dia da calça jeans. Droga.
De manhã estava nevando, na hora do almoço estava nevando e a tarde também estava nevando. Apesar de lindo, um bode. Sai com uma gaucha pois eu queria muito conhecer a escola de gastronomia chamada Le Cordon Bleu, pois nós trabalhamos com ela e também por ser a mais conhecida do mundo. Rumamos sentido metrô e escola. Não tínhamos almoçado ainda, mas arriscado ir até próximo da escola tentar comer em algum bistrô por lá, pois devia ser mais barato que próxima da escola (que é um bairro trèssss chic).
Bom, paramos em um bistrôt de esquina que tinha vários franceses dentro. Sentamos à mesa e já veio a garrafa de água da torneira e a cestinha de pão (rs). Pedi um chiffonade de saumon fumé au citron vert como entrada e um Andouillette de troyes.
O cara explicou que um andouillette é uma salsicha e tals, então pedimos na incerteza do que íamos comer hahahahaha. A entrada foi super, era uma salada de folhas verdes com uma fatia bem fininha de salmão grelhadinho em cima delas e um azeite com ervas muito bom temperando. Adorei, bem levinho, uma delícia! Mas quando chegou o Andouillette, Jesus me abana! Veio um cheiro super forte de carne no nariz e nada mais era do que um salsichão com batatas fritas. Já meio decepcionada, cortei um pedaço e o cheiro ficou ainda mais forte. Quando reparamos exatamente no que era tínhamos certeza que aquilo era tripa de porco! ECAAAAAA.. resumo da ópera: só comemos as batatas fritas e mais pão! Hahahahahaha
Fomos para o Le Cordon Bleu e começamos a ver alguns cursos práticos de demonstração e prática. Eles tem cursos que vão de 2 horas até 1 dia, ou o curso de gastronomia que pode ir até 9 meses com diploma. E os preços (salgadíssimos) vão de 40€ a muitas e muitas centenas de euros. Os cursos são os mais variados, de pâtisserie (doces), boulangerie (pães), degustação de vinhos, pratos típicos franceses, pratos de bistrôt, etc.
Aproveitei toda atenção que a mocinha estava nos dando e dei meu cartão pra ela, dizendo que trabalhava com intercâmbio e que a agência vendia também Le Cordon Bleu e perguntei se ela podia me mostrar a escola e explicar um pouquinho mais essa parte pra mim. Ela foi super gentil e nos levou pra fazer um tour pela escola.
Eles possuem duas salas de demonstração que cabem cada uma 60 alunos. Nessas salas existe uma cozinha, telas espallhadas pelas paredes mostrando o que o chef está fazendo e tradução simultânea para o inglês. Depois, passamos para as salas de aula prática, que são cozinhas industriais. Cada sala cabe em média 14 alunos + o chef. Quando entramos em uma delas, estava terminando uma aula e um dos chefs veio conversar conosco e nos deu uma Madeleine de chocolate quentinha, que tinha acabado de sair do forno. E você não tem noção de como aquilo tava bom, derretendo na boca. (Pra quem não sabe, Madeleine é um bolinho típico francês).
Até que compensou o almoço médio por esta Madeleine e por ter conseguido visitar toda a Le Cordon Bleu. Quem sabe eu não volto lá para uma demonstração? (com desgustação no final, claro!).
Acabei voltando para a casa mais cedo (apesar que já eram 5h) para arrumar a mala e deixar tudo certinho para a viagem de amanhã cedíssimo para Roma! Não vejo a hora!
Beijocas!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Terça, 9 de fevereiro de 2010
Bonjour! Ça va bien??? Je suis três bien et três heureux (feliz)!
Paris é linda, a vida é bela e tudo está super delicioso. Como eu adoro essa vida de conhecer novos lugares, ver pessoas, ver coisas novas (outras nem tanto assim), outras super diferentes! ADOLO!!!
Hoje saímos da aula e fui almoçar num bistrôt pertinho da escola., que delícia! Já to meio de saco cheio de comer sanduiches naturais, saladinhas e pão! Apesar de achar que até as comidinhas prontas de mercado são muito boas.
O bistrôt chama Square St Honoré e só tinha franceses lá dentro, o que é bom, já que é melhor comer onde os franceses comem do que em restaurantes para turistas, isso quer dizer que estamos comendo mesmo uma comida cotidiana deles. A primeira coisa que o garçom trás aqui é água, e ela é de graça, pois se pedimos uma garrafa de água eles trazem a água da torneira (que é água que todos nós bebemos, até os franceses – água é muito cara por aqui). Eu pedi uma entrada ede soupe de legumes e o plâts de Escalope de Volaille a la Normandie ET Pommes Purée. Nada mais era do um filé de frango grelhado com um molho DELICIOSO de champignon e um purê de batata maravilhoso apimentadinho! Uma delícia! Sabe quando você come e os sabores vão aparecendo na sua boca? Assim é aqui. (Ainda estou na dúvida se é porque as vezes eu fico comendo porcaria e quando eu como de verdade eu sinto mais prazer ou se é porque a comida é realmente muito boa!).
Depois desse almoço delicioso, fomos ver mortos! Hahahahahaha... Sim, estava saindo uma excursão da galera lá do curso para ver as Catacumbas de Paris. Também conhecido como o império da morte! Uhhhhh... super assustador... Mas nada mais é do que um montão de ossos empilhados em um buraco! Hahahahahaha
Foi criado no século 18 pois os cemitérios de Paris estavam superlotados e ameaçando a saúde pública de Paris, devido a uma praga que estava assolando a cidade. O prefeito da época então resolveu tirar todos os cemitérios de Paris e colocar todos os milhões de mortos em uma catacumba no subsolo da cidade.
O passeio consiste em descer até o subsolo e ver milhões de ossos empilhados com uma placa de cada cemitério das quais foram retiradas. Mensagens de morte e de vida decoram os corredores subterrâneos.
Diria que foi um passeio diferente do que estava fazendo aqui em Paris, mas foi um fato histórico e também muito importante para a população. Então valeu a pena conhecer.
Sainda de lá fui até a estação de metrô Gare Du Nord para ver como funciona o Eurostar, já que vou de Paris para Londres para voltar para o Brasil. E também aproveitei para ir até a estação de metrô Port Maillot para ver o ônibus para o aeroporto de Beauvais, que é onde irei pegar o avião para Roma. Vou ter que pegar este ônibus as 6h30 da manhã da sexta e meu vôo só sai as 9h30. Não quero nem ver o frio! Hahahahahaha
As minhas noites consistem em ficar aqui no quentinho do meu quarto, estudando francês, escrevendo no blog e conversando com mamis e resolvendo as pendências de viagem com o Tiago. Ah claro, sem esquecer de passar no Monoprix pra comprar a minha jantinha né?
C´est tout! Um bisou pour tout le monde!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Segunda, 08 de fevereiro 2010
Depois de dormir muito bem na primeira noite na minha nova acomodação, acordei e fui para a aulinha. Estava muito frio, mais frio que na semana passada. Acho que essa semana promete.
Fui passear na Champs-Elysée, a rua mais famosa de Paris e também a mais cara! Desci no metrô que leva o mesmo nome olhei para o lado é lá bem no fundo, pequenino estava o Arc Du Triomphe. Comecei a caminhar em sua direção e as lojas começaram a aparecer. Loja da Sephora, uma loja lindíssima de comésticos, perfumes, maquiagem e tudo mais que você pode imaginar, dei uma paradinha para conhecer um pouquinhos dos produtos e até que por ser na Champs-Elysée os preços não estavam tão diferentes do que em outros mercados.
Entrei também em uma galeria lindíssima com várias lojinhas de artigo e roupas antigas. E encontrei a loja da Louis Vuiton, que na verdade, a da Champs-Elysée não é conhecida como loja, e sim como museu. Poisé, entrei pra dar uma conferida e é SENSACIONAL. Acho que lá dentro tem todas as bolsas, malas e acessórios que existe da marca. São 5 andares de loja. Além da sessão de bolsas feminias, ainda tem as masculinas (que acreditem, são bem mais bonitas), roupas e acessório, sapatos, tudo! Tudo com o LV marcado. Acreditem também, a parece era pintada de branco com o símbolo do LV em alto relevo. Um show! Mas o item mais barato da loja que eu vi, era um chaveiro de bolsa que custava, nada menos do que, 150€! E, pasmem, a loja estava lotada e VÁRIAS mulheres fazendo compras e seus maridos pagando!
Mais adiante encontrei a loja da Swarovski. Uma coisa de doido! Tudo très chére mas tudo muito lindo! Muitos pingentes, brincos, anéis, relógios, pulseiras com muitas pedrinhas. E a loja ainda estava comemorando o aniversário da Champs-Elysée e criou uma coleção de bonequinhas fofíssimas! Que eu fiquei com vontade de ter todas! Encontrei também uma loja de café lindíssima, que vende pó, máquina, essência e tem uma cafeteria dentro também. Lá também tem muitos bistrôs e lojas de carro: Peugeot, Mercedes, Renault.
Cheguei ao Arc Du Triomphe, depois de 1 semana aqui em Paris, finalmente vi. Agora só falta a Torre hahahahaha! Este arco em estilo romano representa a trajetória de Napoleão. Nele estão desenhadas a maioria das batalhas de Napoleão e o nome dos generais que comandaram as tropas franceses nas vitórias napoleônicas também estão escritos no seu interior. Ele é algo triunfal, muito maior do que podemos imaginar e por incrível que pareça, não é só um arco, pois eu imaginava um arco com só duas pernas, mas ele tem quatro lados e forma quatro lados. Não quis subir até o topo do arco, são 300 degraus por 5€. Hahahahahaha... aqui em Paris eu ando, subo e desço tanta escada, que não agüento pensar em fazer mais esforço!
No final da tarde, antes de ir embora, passei pelo Monoprix, tentei comprar um shampoo e um condicionador pro meu cabelo, pois o que eu trouxe do Brasil (ainda bem que trouxe pouco) está deixando ele muito oleoso. Comprei do John Frieda, que é muito conhecido por aqui e realmente funcionou! Meu cabelo está lindíssimo, mas continua escorrido. Também comprei um vinho por 1€ e um queijinho Brie (um toletão) por 2,5€. ADORO! Com uma baguette, tive um jantar super francês.
Voilá!
Domingo, 7 de fevereiro 2010
Assim que cheguei de Atenas, fui fazer mudança. Sim, depois dechegar no aeroporto de Orly e pegar o ônibus para o metrô, fui até o Bastille, corri até o albergue.
Ainda bem que a minha mala estava no locker em comum. O hostel tem um locker em comum, que mais parece um calabouço de tão estreito e no subsolo que é. Sorte a minha que encontrei um moço lá embaixo e ele, quando viu o tamanho da minha mala (que basicamente era da largura da escada) se ofereceu para me ajudar mala-escada-acima! Mala intocável, adorei! Peguei meus pertences de valor no cofre da recepção e parti para o metrôzão!
Devo dizer que achava que seria muito mais difícil do que realmente foi, mas assim que cheguei no topo da escada para descer pro metrô, um negão chegou pra mim e me ofereceu ajuda. Desceu minha mala. Depois que eu entrei na catraca, tinha uma outra escada para subir para a plataforma (novamente, reforço a minha tese de que elevador não existe e escada rolando é bem raro por aqui – coitado do deficiente físico) e adivinha? Um outro francês veio se oferecer para me ajudar. Subiu minha mala.
Ainda bem que era a mesma linha, só tive que colocar a mala no vagão, sentar-me e esperar até a próxima. E adivinhem? Minha sorte era tanta nesse dia que na estação que estou agora “Les Sablons”, tinha escada rolante tanto para subir da plataforma, como para subir para a rua! Adorei!
Encontrei a rua muito facilmente e cheguei ao prédio. Era um prédio com um jardim no centro e as janelas voltadas para este jardim (não sei o nome em português disso). O Monsier Duquesne veio me atender (meu host). Disse que meu nome vinha da Melina Mercury (uma cantora ridícula, busquem alguma música dela). Subi e ele me apresentou a Mme Duquesne. Formavam um casal de seus 60 – 70 anos. Ela me mostrou a casa, me mostrou meu quarto, disse que lavaria minha roupa, perguntou o que eu gostava no café da manhã e me deu as chaves. Muito simpática!
Meu quarto é lindo e muito francês! Depois vou tirar algumas fotos. Ele tem uma pseudo-lareira de mármore com um espelho gigante em cima. Há também uma porta balcão com cortinas enormes, uma leve e outra mais grossa. Minha cama tem lateraisde madeira, como se fosse um sofá e muitas almofadas coloridas em cima. Há mais 2 espelhos nas paredes, um deles parece da bruxa da malvada da Branca de Neve! Os spots são em formato de candelabro, tanto no teto como na parede e só tenho 3 abajures no meu quarto! Hahahahahaha... Eles adoram luzes indiretas. Só sei que eu adoro o meu quarto, queria levá-lo para o Brasil! Hahahahaha Tem também um closet, bem pequeno, com uma arara e um gaveteiro, mas minha mala gigantesca não cabe lá dentro.
O meu banheiro, que na verdade não tem ligação direta com o quarto, mas fica ao lado e eu sou a única que uso, tem 2 pias (sim), uma banheira e um chuveiro separado. A Mme me perguntou se eu prefiro tomar banho de chuveiro ou banheira. Hahahahaha Será que ela ia me dar uns sais de banho? Ele é enorme, quase do tamanho do quarto. Lindíssimo!
Adorei a casa e também o bairro, que é tão charmoso quanto a Bastilha. Mais um lugarzinho pra caminhar e desvendar os mistérios (será que dá pra morar cada semana em um bairro?)
Ainda bem que a minha mala estava no locker em comum. O hostel tem um locker em comum, que mais parece um calabouço de tão estreito e no subsolo que é. Sorte a minha que encontrei um moço lá embaixo e ele, quando viu o tamanho da minha mala (que basicamente era da largura da escada) se ofereceu para me ajudar mala-escada-acima! Mala intocável, adorei! Peguei meus pertences de valor no cofre da recepção e parti para o metrôzão!
Devo dizer que achava que seria muito mais difícil do que realmente foi, mas assim que cheguei no topo da escada para descer pro metrô, um negão chegou pra mim e me ofereceu ajuda. Desceu minha mala. Depois que eu entrei na catraca, tinha uma outra escada para subir para a plataforma (novamente, reforço a minha tese de que elevador não existe e escada rolando é bem raro por aqui – coitado do deficiente físico) e adivinha? Um outro francês veio se oferecer para me ajudar. Subiu minha mala.
Ainda bem que era a mesma linha, só tive que colocar a mala no vagão, sentar-me e esperar até a próxima. E adivinhem? Minha sorte era tanta nesse dia que na estação que estou agora “Les Sablons”, tinha escada rolante tanto para subir da plataforma, como para subir para a rua! Adorei!
Encontrei a rua muito facilmente e cheguei ao prédio. Era um prédio com um jardim no centro e as janelas voltadas para este jardim (não sei o nome em português disso). O Monsier Duquesne veio me atender (meu host). Disse que meu nome vinha da Melina Mercury (uma cantora ridícula, busquem alguma música dela). Subi e ele me apresentou a Mme Duquesne. Formavam um casal de seus 60 – 70 anos. Ela me mostrou a casa, me mostrou meu quarto, disse que lavaria minha roupa, perguntou o que eu gostava no café da manhã e me deu as chaves. Muito simpática!
Meu quarto é lindo e muito francês! Depois vou tirar algumas fotos. Ele tem uma pseudo-lareira de mármore com um espelho gigante em cima. Há também uma porta balcão com cortinas enormes, uma leve e outra mais grossa. Minha cama tem lateraisde madeira, como se fosse um sofá e muitas almofadas coloridas em cima. Há mais 2 espelhos nas paredes, um deles parece da bruxa da malvada da Branca de Neve! Os spots são em formato de candelabro, tanto no teto como na parede e só tenho 3 abajures no meu quarto! Hahahahahaha... Eles adoram luzes indiretas. Só sei que eu adoro o meu quarto, queria levá-lo para o Brasil! Hahahahaha Tem também um closet, bem pequeno, com uma arara e um gaveteiro, mas minha mala gigantesca não cabe lá dentro.
O meu banheiro, que na verdade não tem ligação direta com o quarto, mas fica ao lado e eu sou a única que uso, tem 2 pias (sim), uma banheira e um chuveiro separado. A Mme me perguntou se eu prefiro tomar banho de chuveiro ou banheira. Hahahahaha Será que ela ia me dar uns sais de banho? Ele é enorme, quase do tamanho do quarto. Lindíssimo!
Adorei a casa e também o bairro, que é tão charmoso quanto a Bastilha. Mais um lugarzinho pra caminhar e desvendar os mistérios (será que dá pra morar cada semana em um bairro?)
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Quinta-feira, 04 février 2010
Bonjour a tout le monde... on n´y va parler du notre histoire….
Hoje após a aula fomos (leia-se eu e duas brasileiras cariocas) almoçar em um restaurante chamado Cojean Pyramides e eu tomei uma sopa de lentilha maravilhosa. O dia amanheceu meio nublado e muito frio, e por não chover e nem nevar, o vento apareceu e também a sensação térmica foi maior. Muito frio. Sem muita fome, acabei apelando pra uma sopinha (que na verdade foi quase 1 L de sopa) de lentilha. Muito boa... bem cremosa e com fromaggie (mtooo queijo).
Ah, falando em fromaggie, eu já contei pra vocês que aqui na França um dos queijos mais baratos é o Brie? Poisé, aquele queijinho fedorento delicioso que custa os olhos da face ai no Brasil, aqui é queijo tipo mussarela pra eles. Poisé, acho que vou começar a comer mais queijo Brie aqui e deixar a mussa e o parmesão pro Brasil!
Esta tarde fui fazer um tour pelas igrejas. Sim, fui na Basilique du Sacre-Coeur e também em Notre Dame. Primeiro fomos até a Sacre-Coeur, descemos no metro e vimos que aquele era um típico de cidade grande, muita gente feia, muita pobreza e muita mendigagem (coisa que eu ainda não tinha visto por aqui). Hoje percebi que os mendigos e as estátuas vivas de Paris se concentram nas igrejas, acho que pretendem tocar mais fundo o coração das pessoas (vide turistas).
Sacre-Coeur já é uma basílica muito antiga aqui em Paris e já está bem feinha por fora, mas sua arquitetura continua sendo linda e majestosa. Enorme... e está localizada em um dos poucos bairros que não é plano, no Montmartre. O que também é muito bonito lá, que por ser acima do nível normal da cidade, a Sacre-Coeur oferece uma vista maravilhosa da Ile de France (centro), ainda mais em um dia claro como hoje, com um pouquinho de sol a tarde.
Agora, o Notre-Dame é um show de lugar. Pensa em um lugar majestoso! É o Notre-Dame. A catedral é fabulosa e igualzinha ao que retrata o filme Corcunda de Notre-Dame. Um tombo do topo de suas torres, preso às gárgulas lá do alto, realmente mataram Quasímodo. E Esmeralda também... sim, pois hoje descobri que só quem leu o livro é que sabe qual a real historio do Corcunda. (Vou ter que ler agora...).
O que mais me impressionou dentro da Catedral foram suas maquetes de construção, onde conseguimos ter total visão de quão grande ela é e também como naquela época devia ter sido muito difícil construir algo assim. Não subi os 400 degraus das torres para ver Paris lá de cima, além de ter que pagar 5€, ainda eram 400 DEGRAUS né???? Hahahahahahahaha...
Depois do tour pelas igrejas de Paris, comi um merecido crepe que tanto procurava de NUTELLA... Sim, acreditem se quiser, mas aqui os franceses adoram Nutella! E o crepe é perfeito. (Gabi, mais uma descrição pra você) Uma massa fininha e levíssima dobrada 4 vezes, com Nutella derretida em todas as dobrinhas... E sabe aonde eu pude me deliciar com esse crepe? À beira do Sena... oui, má chéri!
Mais um dia delicioso a Paris... amanhã vou encontrar o Ti em Atenas... depois vai um post de uma pincelada de Atenas pra vocês.
Ah, falando em fromaggie, eu já contei pra vocês que aqui na França um dos queijos mais baratos é o Brie? Poisé, aquele queijinho fedorento delicioso que custa os olhos da face ai no Brasil, aqui é queijo tipo mussarela pra eles. Poisé, acho que vou começar a comer mais queijo Brie aqui e deixar a mussa e o parmesão pro Brasil!
Esta tarde fui fazer um tour pelas igrejas. Sim, fui na Basilique du Sacre-Coeur e também em Notre Dame. Primeiro fomos até a Sacre-Coeur, descemos no metro e vimos que aquele era um típico de cidade grande, muita gente feia, muita pobreza e muita mendigagem (coisa que eu ainda não tinha visto por aqui). Hoje percebi que os mendigos e as estátuas vivas de Paris se concentram nas igrejas, acho que pretendem tocar mais fundo o coração das pessoas (vide turistas).
Sacre-Coeur já é uma basílica muito antiga aqui em Paris e já está bem feinha por fora, mas sua arquitetura continua sendo linda e majestosa. Enorme... e está localizada em um dos poucos bairros que não é plano, no Montmartre. O que também é muito bonito lá, que por ser acima do nível normal da cidade, a Sacre-Coeur oferece uma vista maravilhosa da Ile de France (centro), ainda mais em um dia claro como hoje, com um pouquinho de sol a tarde.
Agora, o Notre-Dame é um show de lugar. Pensa em um lugar majestoso! É o Notre-Dame. A catedral é fabulosa e igualzinha ao que retrata o filme Corcunda de Notre-Dame. Um tombo do topo de suas torres, preso às gárgulas lá do alto, realmente mataram Quasímodo. E Esmeralda também... sim, pois hoje descobri que só quem leu o livro é que sabe qual a real historio do Corcunda. (Vou ter que ler agora...).
O que mais me impressionou dentro da Catedral foram suas maquetes de construção, onde conseguimos ter total visão de quão grande ela é e também como naquela época devia ter sido muito difícil construir algo assim. Não subi os 400 degraus das torres para ver Paris lá de cima, além de ter que pagar 5€, ainda eram 400 DEGRAUS né???? Hahahahahahahaha...
Depois do tour pelas igrejas de Paris, comi um merecido crepe que tanto procurava de NUTELLA... Sim, acreditem se quiser, mas aqui os franceses adoram Nutella! E o crepe é perfeito. (Gabi, mais uma descrição pra você) Uma massa fininha e levíssima dobrada 4 vezes, com Nutella derretida em todas as dobrinhas... E sabe aonde eu pude me deliciar com esse crepe? À beira do Sena... oui, má chéri!
Mais um dia delicioso a Paris... amanhã vou encontrar o Ti em Atenas... depois vai um post de uma pincelada de Atenas pra vocês.
Um bisou! Bonne week-end!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Salut!!! Ca va? Ca va très bien!
Acho que os posts começarão a ficar menores, pois a aula não muda muito no geral. Mas cada vez eu gosto mais de estar aqui e de aprender o francês. Sabe quando você se encanta de ouvir as pessoas na rua conversando, falando ao telefone ou até mesmo trabalhando em algum restaurante e mercado. Tudo faz o francês ser mais chique!
Depois da aula, fui ao Centre Pompidou, ao contrário de tudo que se vê na França, ele é um poço de modernidade. O prédio parece que não tem acabamento, pois é todo de ferro e vidro por fora além de ter tubos transparentes para as pessoas acessarem as salas.
Dentro do Centre Pompidou, tem 5 atrações,mas as duas mais importantes são o Musée National d´ Art Moderne et La Bibliothèque Information Publique. O museu eu não entrei. Tinha que pagar 12€ (q absurdo) e eu vou dar um “jeitinho” para poder entrar como estudante (mais informações em off... rs). Mas eu VOU TER que conhecer! A biblioteca (que não paga nada para entrar e nem para ficar lá dentro) eu fui e gente, posso dizer que eu acho que é a maior biblioteca do mundo (hahahahaha, depois vou jogar no Google pra saber), bom, pelo menos é a maior biblioteca que eu já vi na minha vida. Ela tem 3 andares e a extensão de uma quadra (normal). Lá as pessoas tem livre acesso a internet com zilhões de computadores espalhados pelas 3 salas, acesso a livros de assuntos variados e em várias línguas, mesas para estudo e acesso a internet através do seu próprio computador, sala de televisões com canais do mundo todo, onde a pessoa senta em frente a uma TV, cada TV tem 2 fones de ouvido e ele consegue assistir a canais da Alemanha, Itália, EUA, México, etc e tem também uma máquina de microfilmes, sabe aquelas coisas que a gente só vê em filme? Que a pessoa consulta jornais super antigos em uma máquina esquisitíssima de slides? Poisé, até isso tem... e não é uma máquina só não, são VÁRIAS. Fiquei muito impressionada com tudo por fora e minha vontade de conhecer o museu aumentou ainda mais.
Tem também um saguão lindíssimo com uma livraria com livros sobre todos os temas possíveis e imagináveis (em todas as línguas, claro), cafeteria, espaço para crianças e um cinema! O lugar é realmente muito bonito, com uma infra-estrutura sensacional!
Antes de sair do Centre Pompidou, queria ir para a Tour Eiffel. Ia para lá tirar umas fotos e dar uma conferida na torre, que ainda não vi! Mas ao sair de lá e andar ao seu redor vendo aqueles prédios super antigos e tradicionais, consultei meu guia e resolvi que iria caminhando até a Bastille, que pelo guia parecia fácil e rápido. Fácil foi, rápido nem tanto!
Peguei a Rue Rambouteau (que seguiria em uma linha quase reta até a Bastilha) e fui andando, reparando nos prédios e nas pessoas. Acabei encontrando o Museu de Arqueologia no meio do caminho e também uma Crèperie, que por incrível de pareça, não tem em toda esquina. Infelizmente não comi o crepe pois tinha acabado de comer um gâteau au chocolat e não estava com a menor fome. Devo comentar novamente que andar por Paris é incrível. E que bela caminhada.
Após chegar a Rue Fauboug St-Antoine (que nada mais é do que a rua principal que eu pego todo dia para sair e chegar do hostel) passei em frente a um cinema, onde uma velhinha super simpática me perguntou uma sugestão de filme. Tadinha, não tinha assistido a nenhum dos filmes ainda. Quando ela me perguntou de onde eu era e contei que do Brasil, o olhinho brilhou, ela usando sua bengala começou a contar que passou 3 meses no Brasil e que conhecer muitos lugares, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Florianópolis e Salvador e que amou todos os lugares, cada um mais diferente do que o outro e que ama todos os brasileiros, pois nós somos muitos hospitaleiros e gostamos de aproveitar a vida. Ela me contou que a bengala foi adquirida após um ataque que sofreu na África Central e me contou também de sua viagem ai Chile. O último conselho que ela me deu foi: Aproveite a vida, viaje muito e traga boas lembranças de todos os lugares que for, pois hoje, eu não posso sair de casa e vivo de lembranças. E não é que é isso mesmo?
Hoje finalmente consegui passar no Monoprix. Realmente tem muita coisa baratinha, mas também não tem de tudo. Consegui achar une solde da La Roche com um gel de banho e um hidratante (que estava precisando muito) por 12€, o que, pra quem não sabe, é muitoooo barato pra esse tipo de produto, que no Brasil est três chére!
Após comprar um vinho de 150mL por 1€ e procurar loucamente por uma crèperie mais próxima do hostel (e não encontrar, claro) resolvi para em uma Boulangerie que é na esquina do hostel e que tem um senhorzinho muito simpático que me chama de “menina” pois é a única palavra que sabe em português. Comprei um torte Du thon que nada mais é do que uma massa toda vaporosa e macia por dentro e crocante com gergelim por fora, com recheio de alface, tomate e creme de atum (sim, era um creme e não um patê – indescritível). Quentinho, saindo do forno. Ótimo!
C´est bon pour ajourd´hui! Bonne nuit…
Acho que os posts começarão a ficar menores, pois a aula não muda muito no geral. Mas cada vez eu gosto mais de estar aqui e de aprender o francês. Sabe quando você se encanta de ouvir as pessoas na rua conversando, falando ao telefone ou até mesmo trabalhando em algum restaurante e mercado. Tudo faz o francês ser mais chique!
Depois da aula, fui ao Centre Pompidou, ao contrário de tudo que se vê na França, ele é um poço de modernidade. O prédio parece que não tem acabamento, pois é todo de ferro e vidro por fora além de ter tubos transparentes para as pessoas acessarem as salas.
Dentro do Centre Pompidou, tem 5 atrações,mas as duas mais importantes são o Musée National d´ Art Moderne et La Bibliothèque Information Publique. O museu eu não entrei. Tinha que pagar 12€ (q absurdo) e eu vou dar um “jeitinho” para poder entrar como estudante (mais informações em off... rs). Mas eu VOU TER que conhecer! A biblioteca (que não paga nada para entrar e nem para ficar lá dentro) eu fui e gente, posso dizer que eu acho que é a maior biblioteca do mundo (hahahahaha, depois vou jogar no Google pra saber), bom, pelo menos é a maior biblioteca que eu já vi na minha vida. Ela tem 3 andares e a extensão de uma quadra (normal). Lá as pessoas tem livre acesso a internet com zilhões de computadores espalhados pelas 3 salas, acesso a livros de assuntos variados e em várias línguas, mesas para estudo e acesso a internet através do seu próprio computador, sala de televisões com canais do mundo todo, onde a pessoa senta em frente a uma TV, cada TV tem 2 fones de ouvido e ele consegue assistir a canais da Alemanha, Itália, EUA, México, etc e tem também uma máquina de microfilmes, sabe aquelas coisas que a gente só vê em filme? Que a pessoa consulta jornais super antigos em uma máquina esquisitíssima de slides? Poisé, até isso tem... e não é uma máquina só não, são VÁRIAS. Fiquei muito impressionada com tudo por fora e minha vontade de conhecer o museu aumentou ainda mais.
Tem também um saguão lindíssimo com uma livraria com livros sobre todos os temas possíveis e imagináveis (em todas as línguas, claro), cafeteria, espaço para crianças e um cinema! O lugar é realmente muito bonito, com uma infra-estrutura sensacional!
Antes de sair do Centre Pompidou, queria ir para a Tour Eiffel. Ia para lá tirar umas fotos e dar uma conferida na torre, que ainda não vi! Mas ao sair de lá e andar ao seu redor vendo aqueles prédios super antigos e tradicionais, consultei meu guia e resolvi que iria caminhando até a Bastille, que pelo guia parecia fácil e rápido. Fácil foi, rápido nem tanto!
Peguei a Rue Rambouteau (que seguiria em uma linha quase reta até a Bastilha) e fui andando, reparando nos prédios e nas pessoas. Acabei encontrando o Museu de Arqueologia no meio do caminho e também uma Crèperie, que por incrível de pareça, não tem em toda esquina. Infelizmente não comi o crepe pois tinha acabado de comer um gâteau au chocolat e não estava com a menor fome. Devo comentar novamente que andar por Paris é incrível. E que bela caminhada.
Após chegar a Rue Fauboug St-Antoine (que nada mais é do que a rua principal que eu pego todo dia para sair e chegar do hostel) passei em frente a um cinema, onde uma velhinha super simpática me perguntou uma sugestão de filme. Tadinha, não tinha assistido a nenhum dos filmes ainda. Quando ela me perguntou de onde eu era e contei que do Brasil, o olhinho brilhou, ela usando sua bengala começou a contar que passou 3 meses no Brasil e que conhecer muitos lugares, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Florianópolis e Salvador e que amou todos os lugares, cada um mais diferente do que o outro e que ama todos os brasileiros, pois nós somos muitos hospitaleiros e gostamos de aproveitar a vida. Ela me contou que a bengala foi adquirida após um ataque que sofreu na África Central e me contou também de sua viagem ai Chile. O último conselho que ela me deu foi: Aproveite a vida, viaje muito e traga boas lembranças de todos os lugares que for, pois hoje, eu não posso sair de casa e vivo de lembranças. E não é que é isso mesmo?
Hoje finalmente consegui passar no Monoprix. Realmente tem muita coisa baratinha, mas também não tem de tudo. Consegui achar une solde da La Roche com um gel de banho e um hidratante (que estava precisando muito) por 12€, o que, pra quem não sabe, é muitoooo barato pra esse tipo de produto, que no Brasil est três chére!
Após comprar um vinho de 150mL por 1€ e procurar loucamente por uma crèperie mais próxima do hostel (e não encontrar, claro) resolvi para em uma Boulangerie que é na esquina do hostel e que tem um senhorzinho muito simpático que me chama de “menina” pois é a única palavra que sabe em português. Comprei um torte Du thon que nada mais é do que uma massa toda vaporosa e macia por dentro e crocante com gergelim por fora, com recheio de alface, tomate e creme de atum (sim, era um creme e não um patê – indescritível). Quentinho, saindo do forno. Ótimo!
C´est bon pour ajourd´hui! Bonne nuit…
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Terça-feira, 02 fe vereiro de 2010.
Bonjour! Ça va bien?
Hoje no curso (eu sempre falo hoje porque escrevo durante a noite, mas só vou postar aqui no blog no dia seguinte de manhã) apareceram muitas pessoas a mais! Mais uma venezuelana, que me levou a crer que quando duas venezuelanas se juntam, elas ficam insuportáveis, mais 3 brazucas (poisé) e mais um chinês pro pessoal não entender NADICA do que eles falam em francês. A aula foi muito melhor do que a de ontem, acho que hoje a professora estava empolgadíssima e resolveu nos encher de exercícios de passe composé e l´impératif. E reitero, a professora é uma fofíssima!
Como na noite passada eu não dormi muito bem pensando e sonhando (eu acho) que nada estava dando certo; detalhe: sempre quando coisas muito importantes estão acontecendo na minha vida, eu começo a sonhar que tudo dá errado; resolvi colocar os pingos nos “is” em relação a minha acomodação. Não vou ficar mais aqui no hostel que não tem Wi-Fi e eu tenho que ficar pagando lan house pra usar o meu computador enquanto que uma acomodação em casa de família será tão perto quanto (reitero mais uma vez, o metro de Paris é sensacional... vou falar disso novamente mais tarde), o café-da-manhã com certeza vai ser melhor, vou ter a vivência e me obrigarei a falar mais o francês e será o mesmo preço! Decidido, domingo depois de voltar de Atenas irei pra um homestay. Combinado na escola e mais que combinado aqui no hostel a questão da minha super-hiber-uber malavermelhade32kg.
Hoje acordou um dia meio chatinho, de manhã deu uma nevadinha muito fraquinha que quando caía no chão só molhava e sujava, e de tarde, pra completar, estava chovendo (não muito, mas estava chovendo). Assim que vi o chuvisco decidi o meu itinerário, que mudou de andar pela Champs-Elysées e ir até o Arc de Triomphe para visitar o Musée d´Orsay.
Após dar uma passadinha em um restaurante três moderne chamado Qualité & CO, que nada mais é do que comidinhas naturais francesas deliciosas e que eu comi um Wrap de poules (frango) e uma Salade Vert, fui levemente flutuando para o museu. E é ai que começa a aventura do metrô, hoje eu descobri e ao mesmo tempo fiquei com a pulga atrás da orelha que tem estações que possuem esteiras rolantes... sim, é uma reta ENORME que tem uma esteira rolante. Agora eu me pergunto: pra quê? Só pra ficar parado? Então por que não consertam os elevadores? Sim, porque aqui em Paris, quando o elevador existe, ele está quebrado ou em manutenção! E não pense você que as estações de metrô são cheias de escadas rolantes, porque não são. Ao invés de fazer escada rolante para subir nas estações, resolveram fazer esteira rolante para andar mais rápido no reto! Hahahahahaha... Acho que to no país errado!
Chegando no Musée d´Orsay descobri que lá só tinha turista e uma fila gigante para entrar, além do ingresso ser uma pequena fortuna: € 9,50. Na bilheteria perguntei pelo desconto de estudante e ao mostrar minha carteirinha de estudante e também a do curso, o atendente me perguntou: Quel est votre age? E eu, muito sem graça respondi: 26 ans... e foi ai que descobri que além de estar ficando velha, não tenho direito de ser estudante mesmo estudando! Rs
Lá dentro é impressionante. O Musée d´Orsay foi construído a partir de uma estação de trem antiga, então ele é gigantesco com teto arredondado e com flores gigantescas em alto relevo. Tem um relógio maravilhoso logo na entrada e o saguão central (que dá acesso a todas as salas, é repleto de estátuas.
Estao expostas as principais obras de alguns famosos nomes: Vincent Van Gogh, Paul Gauguin, Claude Monet, Pierre Auguste Renoir, Antoni Gaudi, Auguste Rodin, entre outros. E é impressionante que até eu, que não lá muito entendida no assunto, consegui visualizar a diferença dos pintores. Os traços fortes e cores vivas da pintura de Van Gogh em contraste com a suavidade e beleza de Monet.
Infelizmente eu só tenho fotos do lado de fora (que estão sendo colocadas no meu Orkut) pois tive que deixar a mochila na chapelaria e não sabia que podia tirar fotos lá, uma pena mesmo. Mas podemos conferir um pouquinho do acervo do museu no site: www.musee-orsay.fr
Valeu muito a pena!
*Infelizmente não conseguir dar uma passadinha no Monoprix, pois tive que voltar direto pro Hostel pra tentar falar com o Manager, mas assim que for, conto tudo! Estou louca para dar uma olhadinha nos cremes de beleza franceses... (acho que funcionam, pois as mulheres aqui são muito bonitas).
Au revoir!
Hoje no curso (eu sempre falo hoje porque escrevo durante a noite, mas só vou postar aqui no blog no dia seguinte de manhã) apareceram muitas pessoas a mais! Mais uma venezuelana, que me levou a crer que quando duas venezuelanas se juntam, elas ficam insuportáveis, mais 3 brazucas (poisé) e mais um chinês pro pessoal não entender NADICA do que eles falam em francês. A aula foi muito melhor do que a de ontem, acho que hoje a professora estava empolgadíssima e resolveu nos encher de exercícios de passe composé e l´impératif. E reitero, a professora é uma fofíssima!
Como na noite passada eu não dormi muito bem pensando e sonhando (eu acho) que nada estava dando certo; detalhe: sempre quando coisas muito importantes estão acontecendo na minha vida, eu começo a sonhar que tudo dá errado; resolvi colocar os pingos nos “is” em relação a minha acomodação. Não vou ficar mais aqui no hostel que não tem Wi-Fi e eu tenho que ficar pagando lan house pra usar o meu computador enquanto que uma acomodação em casa de família será tão perto quanto (reitero mais uma vez, o metro de Paris é sensacional... vou falar disso novamente mais tarde), o café-da-manhã com certeza vai ser melhor, vou ter a vivência e me obrigarei a falar mais o francês e será o mesmo preço! Decidido, domingo depois de voltar de Atenas irei pra um homestay. Combinado na escola e mais que combinado aqui no hostel a questão da minha super-hiber-uber malavermelhade32kg.
Hoje acordou um dia meio chatinho, de manhã deu uma nevadinha muito fraquinha que quando caía no chão só molhava e sujava, e de tarde, pra completar, estava chovendo (não muito, mas estava chovendo). Assim que vi o chuvisco decidi o meu itinerário, que mudou de andar pela Champs-Elysées e ir até o Arc de Triomphe para visitar o Musée d´Orsay.
Após dar uma passadinha em um restaurante três moderne chamado Qualité & CO, que nada mais é do que comidinhas naturais francesas deliciosas e que eu comi um Wrap de poules (frango) e uma Salade Vert, fui levemente flutuando para o museu. E é ai que começa a aventura do metrô, hoje eu descobri e ao mesmo tempo fiquei com a pulga atrás da orelha que tem estações que possuem esteiras rolantes... sim, é uma reta ENORME que tem uma esteira rolante. Agora eu me pergunto: pra quê? Só pra ficar parado? Então por que não consertam os elevadores? Sim, porque aqui em Paris, quando o elevador existe, ele está quebrado ou em manutenção! E não pense você que as estações de metrô são cheias de escadas rolantes, porque não são. Ao invés de fazer escada rolante para subir nas estações, resolveram fazer esteira rolante para andar mais rápido no reto! Hahahahahaha... Acho que to no país errado!
Chegando no Musée d´Orsay descobri que lá só tinha turista e uma fila gigante para entrar, além do ingresso ser uma pequena fortuna: € 9,50. Na bilheteria perguntei pelo desconto de estudante e ao mostrar minha carteirinha de estudante e também a do curso, o atendente me perguntou: Quel est votre age? E eu, muito sem graça respondi: 26 ans... e foi ai que descobri que além de estar ficando velha, não tenho direito de ser estudante mesmo estudando! Rs
Lá dentro é impressionante. O Musée d´Orsay foi construído a partir de uma estação de trem antiga, então ele é gigantesco com teto arredondado e com flores gigantescas em alto relevo. Tem um relógio maravilhoso logo na entrada e o saguão central (que dá acesso a todas as salas, é repleto de estátuas.
Estao expostas as principais obras de alguns famosos nomes: Vincent Van Gogh, Paul Gauguin, Claude Monet, Pierre Auguste Renoir, Antoni Gaudi, Auguste Rodin, entre outros. E é impressionante que até eu, que não lá muito entendida no assunto, consegui visualizar a diferença dos pintores. Os traços fortes e cores vivas da pintura de Van Gogh em contraste com a suavidade e beleza de Monet.
Infelizmente eu só tenho fotos do lado de fora (que estão sendo colocadas no meu Orkut) pois tive que deixar a mochila na chapelaria e não sabia que podia tirar fotos lá, uma pena mesmo. Mas podemos conferir um pouquinho do acervo do museu no site: www.musee-orsay.fr
Valeu muito a pena!
*Infelizmente não conseguir dar uma passadinha no Monoprix, pois tive que voltar direto pro Hostel pra tentar falar com o Manager, mas assim que for, conto tudo! Estou louca para dar uma olhadinha nos cremes de beleza franceses... (acho que funcionam, pois as mulheres aqui são muito bonitas).
Au revoir!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Segunda-feira, 01 de fevereiro de 2010
Hoje foi o primeiro dia de curso. Acordei bem cedo, descobri que o café da manhã do hotel nada mais é do que uma bebida de máquina (café, chocolate ou chá) e um pão com manteiga. Tinha também uma meleca amarelada que parecia uma gelatina que ficou muito tempo na calefação, pois estava mole e com alguns pedaços. O chocolate de máquina era ótimo e o pão também, fora a manteiga que lembrava aviação. Mas era só.
Sai para a rua, ainda estava amanhecendo as 8h30. Andei pela rua até o metrô Bastille, vi pela primeira vez a Bastille, um monumento histórico gigantesco, que fica no centro de uma rotatória e que liga as principais ruas dali.
Entrei para o metro e fui em busca da Carte Orange (um bilhete que você pode andar a vontade pela Zona 1 e 2 por 1 mês, custou €60). Consegui conversar tranquilamente com o atendente do metrô, que me explicou como funciona e o que eu deveria fazer.
Para quem não sabe, o metrô de Paris é uma confusão organizada. São muitas linhas que se encontram em diversas estações e você tem que tentar traçar o melhor roteiro até o seu destino final. As vezes é muito mais prático andar mais 2 quadras e pegar um outro metro que você não tenha que fazer baldeação, pois é bem confuso.
No meu caso, por exemplo, tinha duas opções de metrô, o Ledru-Rolim, que era mais próximo do hotel ou a Bastille que eram 2 quadras a frente e não precisaria fazer baldeação até a estação Telluries, onde é a escola.
O metrô é muito antigo, as estações são bem cuidadas, mas como tudo em Paris (acho que na Europa) tem aquele ar de histórico e antigo. As pessoas dentro do metro sempre estão lendo algum jornal ou livro e são extremamente cheirosas (no bom sentido). Não sei se é verdade, mas ou é boato o francês não tomar banho ou realmente os perfumes franceses são super potentes! Ah, as pessoas também são muito solicitas. Quando vou me dirigir a um francês sempre falo com eles em francês: Bonjour Madame, vous pouvez m´aidee, si vous plâit! E claro, sempre tento manter o diálogo ao máximo só no francês, se eles gostam ou não que a gente fale em inglês, eu falo somente as palavras que realmente não sei.
Sai da estação Telluries e minha primeira visão foi o Jardin Telluries (que dá de fundo para o Mousée Du Louvre)... um jardim lindíssimo coberto de neve. Agora já estava mais claro e descobri que descobrir a escola era mais fácil do que eu imaginava. Havia uma placa enorme com a Rua St Honnore, que descobri ser muito famosa aqui em Paris
A escola fica em um prédio bem antigo (já era de se imaginar). O primeiro procedimento foi uma pequena apresentação da escola (que não me mostraram nada aliás) e um teste de francês. Isso levou a primeira parte, das 9h – 10h. Depois disso fui informada que eles iriam corrigir e que as 10h50 eu deveria estar na recepção que a professora iria me chamar para o segundo período.
Dito e feito, fui chamada. Estava em uma sala com dois brasileiros, uma menina de Belo Horizonte e um menino de Brasília. Tinha também uma venezuelana bem engraçada, que disse que me conhecia de algum lugar, sera que estive aqui em épocas passadas?) e uma outra chinesa, super gente boa, mais velha, e que quando ela fala em francês só a professora entende. A professora é uma típica francesa, uma senhora de uns 50 anos, muito simpática e sorridente, que adora nos ajudar nas mais diversas situações. (Amanhã irei perguntar sobre um aeroporto chamado Beauvais, que vou pegar um avião para Roma, pois aqui no hostel ninguém conhece – ai que medo).
A aula foi muito boa e dinâmica, mas não me disseram qual é o nível e quer saber, não me importo. Acho que o que realmente aprendi de francês estava naquele teste, pois estudei muito pouco no mês de janeiro e quase não consegui rever alguns tópicos importantes para começar este curso. O que na real, me deixa a opção de que eu realmente sabia o que eu fiz no teste. Voltando a aula, ela é bem parecida com as aulas de francês do Brasil, pelo menos a do início do curso, quando meu professor era o Pierre, pois tudo era falado em francês o tempo todo.
Terminamos os estudos as 12h40 e fomos almoçar, os brasileiros e eu. Fomos em um fast food (poisé) de massa chamado Nooi. Comi um fusilli muito bom com queijo e azeitona, uma bebida e um fromagie avec fambroise (ou seja, yogurte de framboesa)... delicioso, azedinho... Gostei.
A brasileira comentou que iria para a Gallerie Lafayette para comprar um óculos de sol, então aproveitei e me convidei para ir com ela, assim já conhecia um ponto que gostaria muito de ir. Rumamos para a Gallerie. Mas antes, fomos a pé até o correio (La Poste) para ela enviar um cartão postal e passamos em frente a Ópera. Maravilhoso! Um prédio tão cheio de detalhes que nós até nos perdemos em ficar olhando tudo ao mesmo tempo.
Chegamos a Gallerie Lafayette. Com uma saída diretamente do subsolo do metrô. Linda! Outro prédio espetacular com um teto pintado e com colunas douradas que parecem ouro. A Gallerie Lafayette nada mais é do que um shopping francês. Francês porque as lojas não tem separação, não tem parede. São muitos andares de muitos stands e os expositores são os mais variados: Gucci, Dior, Channel, Dolce & Gabanna, Givenchy, Lâncome, Yves Saint Laurent, Prada, Louis Vuitton, entre outros famosos.
Tudo ainda estava em liquidação, mas o preço em euro é tão exorbitando convertido, mesmo na liquidação! Mas foi ótimo para olhar, passear, viver um pouquinho da vida do francês fazendo compras. Eu reparei que os franceses são assim: ou muito bem vestidos e arrumados, ou muito bregas! Não tem meio-termo, e assim eu me senti uma gringa no meio deles. E claro, tudo muito clássico, variações de preto e cinza que nunca imaginei existir!
Após andar a tarde toda e boa parte do soir (final da tarde) voltei embora. Como estava na saga do secador de cabelo queimado, parei na Monoprix, que é um mercado muito baratinho e achei um secador de 1500W (testado agora de pouco) por €20! Nem convertendo ficava caro! Ainda bem... amanhã vou dar uma boa olhada neste mercado, e o melhor... a 1 quadra do hostel.
Bon, ce tout! À demain!
Sai para a rua, ainda estava amanhecendo as 8h30. Andei pela rua até o metrô Bastille, vi pela primeira vez a Bastille, um monumento histórico gigantesco, que fica no centro de uma rotatória e que liga as principais ruas dali.
Entrei para o metro e fui em busca da Carte Orange (um bilhete que você pode andar a vontade pela Zona 1 e 2 por 1 mês, custou €60). Consegui conversar tranquilamente com o atendente do metrô, que me explicou como funciona e o que eu deveria fazer.
Para quem não sabe, o metrô de Paris é uma confusão organizada. São muitas linhas que se encontram em diversas estações e você tem que tentar traçar o melhor roteiro até o seu destino final. As vezes é muito mais prático andar mais 2 quadras e pegar um outro metro que você não tenha que fazer baldeação, pois é bem confuso.
No meu caso, por exemplo, tinha duas opções de metrô, o Ledru-Rolim, que era mais próximo do hotel ou a Bastille que eram 2 quadras a frente e não precisaria fazer baldeação até a estação Telluries, onde é a escola.
O metrô é muito antigo, as estações são bem cuidadas, mas como tudo em Paris (acho que na Europa) tem aquele ar de histórico e antigo. As pessoas dentro do metro sempre estão lendo algum jornal ou livro e são extremamente cheirosas (no bom sentido). Não sei se é verdade, mas ou é boato o francês não tomar banho ou realmente os perfumes franceses são super potentes! Ah, as pessoas também são muito solicitas. Quando vou me dirigir a um francês sempre falo com eles em francês: Bonjour Madame, vous pouvez m´aidee, si vous plâit! E claro, sempre tento manter o diálogo ao máximo só no francês, se eles gostam ou não que a gente fale em inglês, eu falo somente as palavras que realmente não sei.
Sai da estação Telluries e minha primeira visão foi o Jardin Telluries (que dá de fundo para o Mousée Du Louvre)... um jardim lindíssimo coberto de neve. Agora já estava mais claro e descobri que descobrir a escola era mais fácil do que eu imaginava. Havia uma placa enorme com a Rua St Honnore, que descobri ser muito famosa aqui em Paris
A escola fica em um prédio bem antigo (já era de se imaginar). O primeiro procedimento foi uma pequena apresentação da escola (que não me mostraram nada aliás) e um teste de francês. Isso levou a primeira parte, das 9h – 10h. Depois disso fui informada que eles iriam corrigir e que as 10h50 eu deveria estar na recepção que a professora iria me chamar para o segundo período.
Dito e feito, fui chamada. Estava em uma sala com dois brasileiros, uma menina de Belo Horizonte e um menino de Brasília. Tinha também uma venezuelana bem engraçada, que disse que me conhecia de algum lugar, sera que estive aqui em épocas passadas?) e uma outra chinesa, super gente boa, mais velha, e que quando ela fala em francês só a professora entende. A professora é uma típica francesa, uma senhora de uns 50 anos, muito simpática e sorridente, que adora nos ajudar nas mais diversas situações. (Amanhã irei perguntar sobre um aeroporto chamado Beauvais, que vou pegar um avião para Roma, pois aqui no hostel ninguém conhece – ai que medo).
A aula foi muito boa e dinâmica, mas não me disseram qual é o nível e quer saber, não me importo. Acho que o que realmente aprendi de francês estava naquele teste, pois estudei muito pouco no mês de janeiro e quase não consegui rever alguns tópicos importantes para começar este curso. O que na real, me deixa a opção de que eu realmente sabia o que eu fiz no teste. Voltando a aula, ela é bem parecida com as aulas de francês do Brasil, pelo menos a do início do curso, quando meu professor era o Pierre, pois tudo era falado em francês o tempo todo.
Terminamos os estudos as 12h40 e fomos almoçar, os brasileiros e eu. Fomos em um fast food (poisé) de massa chamado Nooi. Comi um fusilli muito bom com queijo e azeitona, uma bebida e um fromagie avec fambroise (ou seja, yogurte de framboesa)... delicioso, azedinho... Gostei.
A brasileira comentou que iria para a Gallerie Lafayette para comprar um óculos de sol, então aproveitei e me convidei para ir com ela, assim já conhecia um ponto que gostaria muito de ir. Rumamos para a Gallerie. Mas antes, fomos a pé até o correio (La Poste) para ela enviar um cartão postal e passamos em frente a Ópera. Maravilhoso! Um prédio tão cheio de detalhes que nós até nos perdemos em ficar olhando tudo ao mesmo tempo.
Chegamos a Gallerie Lafayette. Com uma saída diretamente do subsolo do metrô. Linda! Outro prédio espetacular com um teto pintado e com colunas douradas que parecem ouro. A Gallerie Lafayette nada mais é do que um shopping francês. Francês porque as lojas não tem separação, não tem parede. São muitos andares de muitos stands e os expositores são os mais variados: Gucci, Dior, Channel, Dolce & Gabanna, Givenchy, Lâncome, Yves Saint Laurent, Prada, Louis Vuitton, entre outros famosos.
Tudo ainda estava em liquidação, mas o preço em euro é tão exorbitando convertido, mesmo na liquidação! Mas foi ótimo para olhar, passear, viver um pouquinho da vida do francês fazendo compras. Eu reparei que os franceses são assim: ou muito bem vestidos e arrumados, ou muito bregas! Não tem meio-termo, e assim eu me senti uma gringa no meio deles. E claro, tudo muito clássico, variações de preto e cinza que nunca imaginei existir!
Após andar a tarde toda e boa parte do soir (final da tarde) voltei embora. Como estava na saga do secador de cabelo queimado, parei na Monoprix, que é um mercado muito baratinho e achei um secador de 1500W (testado agora de pouco) por €20! Nem convertendo ficava caro! Ainda bem... amanhã vou dar uma boa olhada neste mercado, e o melhor... a 1 quadra do hostel.
Bon, ce tout! À demain!
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